quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Rally da banca


Após sessões consecutivas de subida na bolsa por parte do setor bancário hoje assistimos a um verdadeiro rombo nas expetativas remotas dos investidores de um considerável recuperação em 2012. E para este autêntico rally descendente contribuiram as últimas notícias negativas da Grécia. O país helénico ameaçou deixar a moeda única se não fosse concedido mais um resgate financeiro no valor de cerca de 100 mil milhões de euros. Conhecendo a participação dos bancos portugueses, e em especial do BCP, na dívida pública da Grécia era naturalmente de esperar uma descida abruta das cotações da banca nacional na sessão de hoje.

Infelizmente enquanto a Europa não se decidir definitivamente por uma união da dívida e pela formalização da união orçamental dificilmente assistiremos uma recuperação económica consistente que conduza os países ao tão desejado crescimento económico. Em alternativa veremos uma autêntica luta titânica dos daytraders, shorters e especuladores por informação/desinformação na tentativa de maximização do lucro...

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Conversas de Café


Pelas conversas de café parece que os chineses vieram para ficar e que se vai confirmar a profecia de que serão a principal potência mundial dentro de muito pouco tempo. Depois da EDP fala-se agora insistentemente na possibilidade de entrarem no capital do BCP. Aliás à boca pequena diz-se que já começaram a ter intervenção na estratégia do banco sendo a não venda da filial na Polónia o principal exemplo. As conversas de café dizem-me também que o BCP vai ser o principal veículo de entrada dos bancos chineses na Europa utilizando o Millenium Bank na Polónia para expandirem-se pela Europa mais a oriente. Mas as conversas de café valem o que valem... Será?

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Bank


Parece que finalmente os administradores do BCP perceberam que alienar a unidade exterior com maior potencial de criação de valor, a Millenium Bank na Polónia, seria uma hecatombe estratégica. E esta é uma boa notícia para os clientes, acionistas, investidores mas principalmente para Portugal. Desta forma, vemos uma instituição portuguesa salvaguardar para si um ativo no estrangeiro que gerará com toda a certeza cash flows positivos permitindo assim a entrada de dinheiro na fragilizada e carente economia Portuguesa. Uma boa notícia! Que venham mais...


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Descrédito


Infelizmente como já afirmei e reafirmei por várias vezes neste blog as decisões saídas das reuniões da União Europeia, ou melhor, entre a Alemanha e a França, têm tido resultados tão insípidos como um copo com água. Sem decisões definitivas que definam um rumo consistente à Europa vemos ficar tudo na mesma. Já pela enésima vez este ano assistimos a um ténue ressurgimento dos mercados financeiros nos dias em que as reuniões se realizam, assistindo logo nas sessões seguintes a um total descrédito dos investidores nas decisões tomadas que conduzem inevitavelmente a desvalorizações consideráveis dos ativos financeiros. E foi o que aconteceu hoje por essas praças europeias com o nosso PSI-20 em destaque. O índice português caiu mais de 2% na sessão inaugural da semana. Até as bolsas americanas ressentiram-se com esta indefinição e cairam mais de 1%. Com este panorama dificilmente sairemos do fundo em que estamos.


PS: a contrariar este cenário mais pessimista temos as ações do Banif que numa semana valorizaram mais de 50%!!! Sim, isso mesmo: 50 pontos percentuais!!! Os responsáveis pelo Banco dizem que se deveu aos rumores de uma possível OPA! Será? Huuuuumm....

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Parelha


Em todos os sítios noticiosos deparo-me inúmeras vezes com a seguinte headline "(...)Sarkozy e Merquel querem novo tratado europeu(...)" ou com "(...)Paris e Berlim chegam a acordo(...)". Definitivamente os destinos da União Europeia estão nas mãos de França e Alemanha. Estes dois países fazem e desfazem, comandam e ordenam tirando, deste modo, todo e qualquer sentido à ideia utópica que esteve na origem da União Europeia. O problema é que estas duas potências nunca chegam a um acordo total e andam a arrastar uma decisão para a crise há meses. E o incrível de tudo isto é que a Chanceler alemã afirmou hoje que a solução que vai sair das negociações desta semana não vão resolver a crise da dívida europeia. Que novidade!

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